A Máquina Assassina de Riotsistah

Conheça Máquina Assassina, a história de Priscila S., uma agente que foi vítima de experimentos do governo e teve uma arma implantada no lugar da sua mão direita.
Esse é o pontapé inicial que vai se desenrolar nas 32 páginas do quadrinho de estreia de “Riotsistah” na Escória Comix.

Ambientado em um cenário que remete ao gênero blaxploitation dos anos 70, mas com altas doses de sci-fi, a história de Priscila S. é um misto de ação, política, sexo e violência, tudo dentro daquele padrão de qualidade que é costumeiro do quadrinho alternativo brasileiro, com muitas figuras do cotidiano sendo representadas com uma baita dose de humor.


E por falar em blaxploitation, pode-se dizer que Máquina Assassina é uma transposição do cinema trash para a linguagem sequencial, temos cientistas do mal, um governo reptiliano em um plano de dominação mundial, uma agente modificada para se tornar uma arma letal a ser usada para os mais diversos fins. Em determinados momentos tive a sensação de estar assistindo a um filme, seja pela trilha sonora que volta e meia toma a cena e dá o tom do que vem pela frente, seja por momentos clássicos do cinema, como na cena onde Priscila percebe que o covil dos reptilianos é todo sinalizado, com uma placa enorme indicando onde se encontra o lugar para onde ela precisava ir, me lembrou imediatamente do clássico de John Carpenter, “They Live” e a invasão de John “Nada” ao esconderijo dos alienígenas que mantém a dominação da raça humana.

Em outros momentos quem dá o tom pra obra é a questão política, com a “boa e velha” burocracia sendo utilizada como a solução de alguns problemas, é uma visão bem humorada de como as coisas são no mundo real, onde a vítima muitas vezes precisa se submeter ao processo burocrático pra ter alguma chance de ser ouvida.

Além disso, Priscila é a representação de uma mulher forte, seja no modo figurativo ou literal da palavra, provando que além de saber se virar sozinha, é capaz de destruir um grande grupo de reptilianos sem muito esforço, encarando isso como mais um dia normal de sua vida como experimento fugitivo do governo.

Em outras palavras, Máquina Assassina é uma bela estreia e um quadrinho essencial para quem aprecia o cinema e música dos anos 70. Um bom emaranhado de referências que além de bem escrito e desenhado, ainda abre um gancho para novas histórias que espero poder ler em um futuro próximo. Se você gosta de filmes como “Warriors” (Os Selvagens da Noite, aqui no Brasil), “Eles Vivem” de John Carpenter e os clássicos blaxploitation como “Superfly” e “Foxy Brown”, esse é o seu quadrinho.

Você pode adquirir Máquina Assassina diretamente no site da Escória Comix clicando aqui!

Paulo Cavagnari

Leitor de gibizinho e criador do Tosqueira. Além de falar de gibi nacional por aqui, eu falo de gibi de hominho no Vigilante Atômico, podcast dedicado aos super heróis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *